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Baixo lucro em safra de urucum preocupa produtores da Nova Alta Paulista

06/09/2026

Baixo lucro em safra de urucum preocupa produtores da Nova Alta Paulista

A safra de urucum de 2026 tem gerado apreensão entre agricultores da região da Nova Alta Paulista, considerada a maior produtora da semente no estado de São Paulo. Apesar de o Brasil ser responsável por cerca de 57% da produção mundial, os preços praticados no mercado não têm garantido margem de lucro satisfatória para os produtores locais.

Em Osvaldo Cruz (SP), a produtora Maria Aparecida Fafreto enfrenta sua primeira safra com mil pés de urucum-anão. Segundo ela, o clima e os cuidados favorecem a produtividade, mas a flora irregular aumenta os gastos.

Durante a colheita, Maria precisa retornar diversas vezes à mesma área para recolher frutos que ainda estavam em flores. O processo exige rapidez para evitar que os cachos abertos percam qualidade.

Com a venda entre R$ 12 e R$ 13 por quilo, a margem de lucro está abaixo do esperado. Ainda assim, Maria planeja ampliar a produção com o plantio de mais mil pés.

Em Junqueirópolis, o produtor Marcos Everaldo Altrão registrou queda de 25% na safra em relação ao ano passado. Dos 30 mil pés cultivados, obteve 15 toneladas. Ele aponta o clima como principal obstáculo: a falta de chuvas na fase de plantio e o excesso durante a colheita comprometeram a qualidade dos grãos.

Segundo Marcos, sementes com umidade acima de 12% não são aceitas pela indústria. Para reduzir custos, ele optou pelo uso de herbicidas no controle de ervas daninhas, em vez da capina manual.

De acordo com o engenheiro agrônomo Eduardo Ribeiro, a alta oferta da safra não foi acompanhada pela demanda. Apesar disso, a indústria alimentícia tem ampliado investimentos em corantes naturais, o que pode impulsionar o mercado de urucum no longo prazo.

Veja a reportagem exibida no programa em 06/09/2026:

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