O Vasco tem até o próximo sábado (10/10) para avisar à Conmebol do palco da partida contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana. O presidente Pedrinho mantém a briga nas instâncias jurídicas para jogar em São Januário ou no Maracanã. Mas o impasse continua.
Nesta quarta-feira (7/10), o clube tomou ciência de posicionamento do Batalhão Especiacializado em Policiamento em Estádios, que tratou São Januário como "inadequado" para o confronto com os argentinos devido às "características da competição, da previsão de elevada presença de torcedores visitantes, da necessidade de separação e controle das torcidas, das condições de acesso e dispersão do público, bem como das particularidades do entorno daquele estádio".
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Se por um lado não recomenda São Januário, o Bepe opina favoravelmente pelo Maracanã e o vê como palco ideal para o confronto. Após a recomendação do Ministério Público do Estado do Rio pela cessão do Maracanã, o Procurador-Geral de Justiça do Estado enviou ofício ao governador Ricardo Couto pela intervenção para a cessão do Maracanã para a partida da Sul-Americana.
"...a respeito das graves repercussões da negativa ao pedido de realização, no Maracanã, da partida Vasco da Gama x Boca Juniors... a matéria extrapola questões de índole patrimonial e operacional, ante o potencial de vulnerar a segurança pública e de mobilidade urbana...
Avulta, portanto, o interesse público primário da questão, a sugerir a intervenção do Poder Concedente, até porque a segurança pública é responsabilidade de todos (art. 144, caput, da Constituição da República), alcançando, assim, também a concessionária do principal equipamento esportivo do Estado, que se obrigou a usar e explorar o bem concedido em conformidade com o contrato e o edital, com zelo, diligência e observância das determinações do Poder Concedente", diz trecho do ofício enviado pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado, Antônio José Campos Moreira.
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Consulta ao Nilton Santos encaminhada por Fla-Flu
No último sábado, o Consórcio Fla-Flu fez consulta ao Bepe (Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios) para saber se o Estádio Nilton Santos reunia condições de receber a partida. A ação não partiu do Vasco, que não fez nenhum tipo de contato formal pelo estádio do Botafogo.
O Bepe respondeu que o estádio, cedido ao Botafogo pelo Poder Municipal até 2031, "reúne condições" para receber a partida, mas que o "Maracanã constitui a opção mais adequada e recomendável".
Na semana passada, o Vasco recebeu parecer positivo do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura para a realização em seu próprio estádio. Para isso, o setor visitante teria aumento para acomodar os 4 mil torcedores exigidos pela Conmebol.
Pedrinho tentará, nos últimos dois dias até a exigência da Conmebol, todas as instâncias jurídicas para ter o Maracanã, prioridade do Vasco para receber a partida. Se houver negativa da dupla Fla-Flu em uma instância, o presidente vai recorrer e/ou tentar uma nova possibilidade com São Januário.
A intenção do clube é iniciar diálogos com o Bepe nesta quinta-feira para tentar a liberação de São Januário, mas as chances são pequenas. O órgão já deixou claro em mais de uma oportunidade que prefere que a partida no Maracanã e tem o Estádio Nilton Santos como outra opção viável.
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Nilton Santos, o plano C
Representantes do Vasco ainda não fizeram contato formal com o Botafogo para o aluguel do Nilton Santos, mas as possibilidades da semifinal ser no local aumentam com a indefinição envolvendo a dupla Fla-Flu e o pouco tempo hábil para com a Conmebol.
Horas antes do jogo contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, Pedrinho perguntou a pessoas próximas sobre capacidade do estádio, logística e questões envolvendo torcida. Foi a primeira vez que o presidente fez esses questionamentos.
Vasco e Botafogo possuem um contrato para o uso do Nilton Santos. Um representante do clube precisa comunicar ao outro sobre a intenção do uso e o pagamento precisa ser feito em até 48 horas após o duelo.
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