O debate promovido pela EPTV entre candidatos ao Senado por São Paulo nesta quarta-feira (30), o último antes das eleições no domingo (4), abordou questões sobre reforma política, combate a violência contra as mulheres, fim das bets no Brasil, segurança pública, saúde e regulamentação da Inteligência Artificial (IA).
Com transmissão no g1, o confronto de ideias reuniu quatros candidatos cujos partidos têm, ao menos, cinco representantes no Congresso Nacional: Geraldo Ruffino (Podemos), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Soninha Francine (Cidadania).
André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) também foram convidados, mas não participaram alegando compromissos de campanha.
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O debate foi mediado pelo jornalista Jonatan Morel e dividido em quatro blocos. No primeiro bloco e segundo, os temas foram lives, e no terceiro houve sorteio entre temas definidos.
No último bloco, cada candidato teve um minuto e meio para as considerações finais.
Esta reportagem está em atualização
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Confira, abaixo, cada bloco do debate:
Bloco 1
No primeiro bloco, os candidatos ao Senado por São Paulo fizeram perguntas de tema livre, e cada um pode perguntar e responder uma vez.
Geraldo Rufino e Simone Tebet abriram o debate abordando a necessidade da reforma política. Já Marina Silva e Soninha Francine trataram sobre investimentos na educação superior no interior de São Paulo.
Simone Tebet e Marina Silva discorreram sobre políticas para combater o aumento dos casos de violência contra a mulher, enquanto Soninha Francine e Geraldo Rufino abordaram a possibilidade de ofertar cannabis medicinal para tratamento de doenças no Sistema Único de Saúde (SUS).
Bloco 2
O segundo bloco também foi de tema livre e os candidados que perguntaram e responderam foram escolhidos por sorteio.
Geraldo Rufino indagou Soninha Francine sobre propostas para geração de emprego e renda, e houve debate sobre a possibilidade de uma reforma trabalhista que flexibilize as novas relações de trabalho e desoneração da folha de pagamento para os empregadores.
Na sequência, Simone Tebet e Geraldo Rufino discutiram sobre os investimentos e ações para fortalecer o combate ao câncer no SUS, em especial nas cidades do interior de São Paulo.
Ainda no mesmo bloco, Marina Silva e Simone Tebet discorreram sobre a segurança hídrica do interior paulista e quais medidas para garantir a sustentabilidade sem afetar o crescimento da indústria e os investimentos em data centeres.
Para finalizar o bloco, Soninha Francine e Marina Silva debateram sobre o programa Bolsa Família.
Bloco 3
O terceiro bloco foi de temas definidos, e houve sorteio para saber qual candidato faria a pergunta.
Simone Tebet e Soninha Francine debateram sobre a regulação das apostas online no Brasil, após o decreto federal que determinou o fim das bets no país.
Geraldo Rufino e Marina Silva abordaram propostas para a segurança pública, enquanto Soninha Francina e Simone Tebet voltaram a debater sobre a reforma política.
No fim do terceiro bloco, Marina Silva e Geraldo Rufino discutiram sobre a regulação da inteligência artificial no Brasil.
Considerações finais
O último bloco do debate foi de considerações finais dos candidatos, e a ordem foi definida por sorteio. Cada candidato teve dois minutos.
Marina Silva (Rede)
"Primeiro, eu quero agradecer a você, que nos acompanhou até agora, e parabenizar a EPTV por essa oportunidade que nos dá de fortalecer a democracia para que a população do interior possa ouvir as nossas ideias, saber dos nossos legados e o que nós defendemos para São Paulo e para o Brasil. Eu tive uma filha que se formou aqui em Campinas, fez a sua formação jornalística aqui em Campinas. Tenho o meu suplente de São Carlos, que tem um profundo conhecimento dessa região. Também quero ser senadora por São Paulo e pelo Brasil por duas razões. Uma é ajudar o presidente Lula a manter o legado que ele vem construindo no Brasil. É no governo dele que pessoas que ganham até cinco salários mínimos deixaram de pagar imposto. Foi também com ele que conseguimos tirar novamente o Brasil do mapa da fome e criar o Pé-de-Meia para que os jovens possam permanecer no ensino médio e sonhar com uma vida melhor, inclusive com uma faculdade. Foi no governo do presidente Lula que fizemos uma articulação no Congresso Nacional e que, na Câmara dos Deputados, eu pude votar pelo fim da jornada seis por um, para que trabalhadores e trabalhadoras possam ter dois dias de descanso. Claro que respeitando as pequenas empresas para que tenham uma fase de transição. Quero também ser senadora por São Paulo e pelo Brasil para trabalhar por homens e mulheres, crianças e jovens, empresários e trabalhadores, por todos aqueles que merecem que um senador da República ajude a criar um novo ciclo de prosperidade que não deixe ninguém para trás, principalmente os homens e mulheres que querem empreender."
Soninha Francine (Cidadania)
"Agradeço aos profissionais da EPTV por nos proporcionar essa oportunidade, e às candidatas e candidatos que compareceram mais uma vez. Meu nome é Soninha Francine. Fui vereadora em São Paulo em dois mandatos, exerci inúmeros cargos no Executivo municipal e estadual e agora quero ser senadora, entre outras coisas, para trazer mais recursos federais para o estado de São Paulo. A gente ouve muitas vezes que São Paulo é o estado mais rico da federação. Isso não quer dizer que seja o governo que mais dispõe de recursos para atender as necessidades da população. Quando se divide a receita de impostos do estado pelo número de habitantes, São Paulo fica em torno da 11ª posição em receita per capita. Temos um orçamento muito volumoso, mas também despesas muito grandes. Em função de uma sequência de governos bem-sucedidos, o estado possui equipamentos que são referência na América do Sul, como o Instituto do Câncer e a Rede Lucy Montoro. Pessoas de outros países vêm buscar atendimento em saúde na rede estadual paulista. Por isso, precisamos de investimentos federais. O Brasil inteiro precisa desses recursos para que as pessoas não tenham que deixar tudo para trás em busca de tratamento de saúde. Mas São Paulo também precisa de mais recursos. Recentemente, o presidente Lula celebrou a realização de uma cirurgia robótica no Pará e anunciou R$ 50 milhões para esse tipo de procedimento no Brasil inteiro. Esse valor é suficiente para cerca de dois equipamentos desse tipo. São Paulo é rico, tem orgulho de atender pessoas de várias regiões, mas também precisa de mais recursos federais. Meu número é 232".
Geraldo Rufino (Podemos)
"Eu sou diferente. Não tenho um grupo político. Basta ver a relação dos ausentes e o tamanho dos grupos formados por diversos partidos. Eu não pertenço a grupo nenhum, estou apenas com o Podemos. Tenho liberdade para montar meu gabinete e trabalhar pelo povo. Eu sou o povo e vou representar o povo. Só quero uma oportunidade. Se você já fez uma escolha, para os presentes ou para os ausentes, me dê uma oportunidade de ser o seu segundo voto. Vou ocupar a cadeira do povo no Senado e provar que é possível mudar esse cenário que vemos hoje, de promessas que se repetem, trocas de cargos e os mesmos resultados. Precisamos mudar as escolhas para melhorar os resultados. Só preciso de uma oportunidade. Você tem dois votos, me dê o segundo. Número 200. Quero fazer também um comentário sobre credibilidade. Esta semana fui surpreendido por alguém que disse que não era possível eleger um senador negro por São Paulo, porque faz cerca de 100 anos que isso não acontece. Disseram que, se não aconteceu em um século, não seria agora que aconteceria. Sempre preservei a minha credibilidade e o meu caráter. Pediram para eu apoiar um grupo político, mas desisti enquanto ainda havia tempo. Comentei isso com meu filho e ele me lembrou uma frase de Mano Brown, dos Racionais: “Ri, pode rir. Continuem rindo, mas não desacreditem."
Simone Tebet (PSB)
"Agradeço à EPTV e aos candidatos e candidatas. Gostaria de me dirigir a você. Estamos na eleição mais importante da história de nossas vidas e temos uma escolha a fazer. De um lado, quem gosta de gente, quem cuida das pessoas, quem defende o trabalhador com o fim da escala seis por um sem redução de salário, mas protegendo o pequeno e médio comerciante; quem cuida do SUS fortalecido, da saúde, da educação e da segurança pública. De outro lado, homens que muitas vezes não têm coragem de vir expor suas ideias porque sabem que seriam questionados por escolhas, muitas vezes não éticas, que fizeram. Fui prefeita, deputada, vice-governadora, senadora e ministra. Tenho coragem, experiência, vontade e sei o quanto o Brasil e São Paulo precisam de todos nós neste momento. Tenho pautas muito claras. A primeira é o combate à corrupção, doa a quem doer, seja ministro do Supremo Tribunal Federal, chefe do Executivo ou parlamentar. A segunda é a segurança pública. Lugar de bandido é na cadeia, trabalhando e estudando, de preferência fazendo as duas coisas. Quero trazer recursos para a segurança pública do estado em uma integração das polícias e, especialmente, proteger as mulheres com delegacias abertas 24 horas por dia, sete dias por semana. Defendo também a regionalização da saúde. Não é mais possível que as regiões não tenham acesso completo à média e alta complexidade. Para isso, preciso do seu voto. Sou do interior, fui prefeita e conheço as dores do interior. Quero abrir meu gabinete para os 645 municípios, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e para a sociedade civil. Preciso do seu apoio, do seu voto e da sua família. Vamos voltar a ter orgulho dos nossos senadores. Sou Simone Tebet, candidata ao Senado, e meu número é 400."
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