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Sem sequelas, bebê de 11 meses sobrevive após se afogar em piscina e toca 'sino da vitória' com a família

02/10/2026

Sem sequelas, bebê de 11 meses sobrevive após se afogar em piscina e toca 'sino da vitória' com a família

O som de um sino marcou um dos momentos mais emocionantes da vida da família de Marcela. Aos 11 meses, a bebê sobreviveu depois de se afogar na piscina de casa e passou por dias de muita apreensão no hospital. Na quarta-feira (30), ela finalmente deixou o Centro de Terapia Intensiva (CTI) e tocou o chamado “sino da vitória”, cercada pela mãe, pelos três irmãos, familiares e pela equipe médica.

O momento foi registrado em vídeo e emocionou quem acompanhou a recuperação da menina. Depois de deixar o CTI, Marcela foi levada para o quarto, que recebeu uma decoração com vários balões cor-de-rosa.

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A mãe, Louise Zangari, é pediatra e neonatologista. Para ela, que trabalha justamente cuidando de crianças, aquele foi o momento mais difícil da vida.

"Eu já havia transportado muitos pacientes graves mas aquele dia 19/09 foi o momento mais difícil da minha vida."

Ela conta que o acidente aconteceu no sábado, 19 de setembro, quando estava em casa com os quatro filhos. O marido participava de um encontro da igreja e ela se preparava para trabalhar naquela noite e durante o domingo.

Naquela manhã, Louise precisava assinar um documento pelo computador. Antes de começar, pediu ao filho, de 8 anos, que olhasse a irmã.

Pouco depois, o menino avisou que não encontrava mais Marcela.

"Eu estava focada em assinar logo o documento quando meu filho disse mamãe eu perdi a Marcela, deixei ela brincando aqui na cozinha e não estou achando ela mais! Entrei em desespero mas comecei a procurar por todos os lugares, não me passou de início a possibilidade de afogamento porque a porta que dá acesso a piscina estava fechada e é pesada."

A mãe procurou pela casa e chegou a ir até a piscina, mas não percebeu a filha. Desesperada, telefonou para uma amiga e vizinha, que também é médica, e para o irmão.

"Logo em seguida eu ouvi: volte a piscina e tire toda a capa que você vai achar sua filha. A partir dai eu corri, encontrei a Marcela boiando, sem respirar, sem batimento cardíaco e comecei as manobras para retirar líquido da boca dela e logo em seguida minha vizinha chegou em casa com seu marido que também é médico e ele foi fazendo a massagem cardíaca enquanto eu fazia a ventilação."

Louise acredita que Marcela tenha ficado mais de cinco minutos dentro da piscina, mas não consegue precisar exatamente por quanto tempo a bebê permaneceu na água.

'Ela voltou!'

A situação mobilizou médicos que moravam perto da família. Um deles chegou para ajudar nas massagens cardíacas, enquanto Louise fazia a ventilação. Outro pediatra foi acionado e chegou com uma máscara de ventilação que estava no carro. Um aparelho de ventilação também foi levado rapidamente até o local.

Enquanto tentava reanimar a filha, Louise conta que só conseguia pedir por um milagre.

"Nesse momento enquanto faziamos as manobras eu orava muito e clamava a Deus por um milagre! Eu sabia que apenas um milagre salvaria minha bebê! Meus três filhos que viram tudo isso também oravam e pediam pela a irmã de volta."

Pouco tempo depois veio a notícia que a família tanto esperava.

"Com 10 minutos de procedimentos ouvi meu colega de turma, também pediatra e vizinho Dr Emerson dizendo: Ela voltou! Ali eu vi a resposta de Deus ao clamor de uma mãe!"

Uma ambulância da Unimed levou Marcela para a emergência.

Sete dias intubada

No hospital, Marcela recebeu atendimento imediato. Ela precisou passar por um procedimento na cabeça para medir a pressão intracraniana e drenar líquido, com o objetivo de diminuir o inchaço.

A bebê permaneceu sedada e intubada durante sete dias.

A primeira grande mudança veio na quinta-feira (24), quando começou a abrir os olhos e mexer as pernas. Naquela mesma noite, familiares e pessoas que acompanhavam a história participaram de uma oração no pátio do hospital.

Na sexta-feira (25), a família recebeu outra notícia que trouxe esperança: o pulmão da menina apresentou uma melhora que, segundo a mãe, foi extraordinária.

No sábado (26), Marcela conseguiu sair da ventilação mecânica.

A partir daí, a recuperação foi acontecendo dia após dia. A menina voltou a comer sozinha, mamou, bateu palmas e até brincou enquanto ainda estava no CTI.

O sino da vitória

Onze dias depois do acidente, chegou o momento que a família esperava desde aquela manhã de setembro.

No dia 30 de setembro, Marcela recebeu alta do CTI. Para tornar a saída ainda mais especial, a equipe preparou uma surpresa: os três irmãos estavam esperando por ela do lado de fora.

Depois, veio o momento do sino da vitória.

No colo da mãe, Marcela tocou o sino diante dos profissionais que acompanharam sua recuperação e dos familiares. O gesto simbolizou a saída do CTI depois de dias em que a família não sabia como seria o desfecho daquela história.

No quarto, a espera também ganhou outro cenário: balões cor-de-rosa foram colocados para receber a menina.

Marcela ainda está no hospital para terminar o tratamento com antibióticos, mas a previsão é que volte para casa nesta sexta-feira (2).

A bebê completa 1 ano no dia 15 de outubro. Depois de tudo o que viveu, a família já sabe que a comemoração terá um significado especial.

"Celebraremos com muita gratidão a Deus "

Louise também agradece às pessoas que acompanharam a família durante os dias mais difíceis e fizeram orações pela recuperação da menina.

"Fomos sustentados por tantas mães que não nos conheciam mas dedicaram - se a pedir por nossa família."

Agora, depois de deixar o CTI e tocar o sino da vitória, Marcela está cada vez mais perto de voltar para casa e comemorar o primeiro aniversário ao lado da mãe, do pai e dos três irmãos.

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