A Polícia Civil de Porto Alegre afirmou que um rato encontrado em um bolo foi assado com o alimento. A investigação descarta ação proposital.
A proprietária da loja, Amanda Borges Lopes Schenk, de 41 anos, foi presa em flagrante na quarta-feira (14). Ela foi solta na quinta-feira (15).
A vítima registrou a ocorrência 3 dias depois. A fiscalização da Vigilância Sanitária encontrou fezes de roedores no local de produção dos bolos.
Outra unidade da mesma rede de bolos, localizada no Centro, também foi fiscalizada pela Vigilância Sanitária e apresentou problemas semelhantes de higiene.
A defesa da proprietária afirmou que realiza controle de pragas há 11 anos e investigará se houve sabotagem de algum funcionário.
O rato encontrado dentro de um bolo comprado em uma loja de Porto Alegre foi "assado junto com o alimento", segundo a delegada Milena Cimiolli, da Delegacia do Consumidor. A Polícia Civil descarta que a ação tenha sido proposital.
"Todo o corpo do roedor está com pedaços do bolo grudados e não é nem possível ver a parte interna dele mesmo", detalha a delegada Milena Cimiolli.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
O caso aconteceu na Casa de Bolos, unidade Cavalhada, na Zona Sul da Capital.
A proprietária do local foi presa em flagrante na quarta-feira (14), mas solta após audiência de custódia na quinta (15). Ela foi identificada como Amanda Borges Lopes Schenk, de 41 anos. Em nota, a defesa afirma que "os fatos relacionados à ocorrência estão sendo tratados com a máxima seriedade". Leia, abaixo, na íntegra.
A polícia acredita que o rato já estava no forno e caiu na massa ao tentar sair, sendo assado junto com o alimento.
Além disso, a investigação aponta que é "quase impossível" a possibilidade de o rato ter entrado no bolo depois que o produto deixou o estabelecimento.
Fiscalização encontrou fezes e urina de rato
O caso chegou à Delegacia do Consumidor por meio de um registro de ocorrência. Conforme a delegada Cimiolli, a vítima procurou a polícia cerca de três dias após ingerir o produto. A polícia entrou em contato com a Vigilância Sanitária para fiscalizar o estabelecimento onde o alimento havia sido adquirido.
De acordo com a delegada, a fiscalização encontrou condições de higiene consideradas muito precárias, incluindo fezes de roedores sobre potes com alimentos e nas proximidades do local de produção dos bolos.
"Também verificamos urina de rato, produtos com data de validade expirada e também as condições do lugar em si, as grades todas enferrujadas, produtos com fungos, então foi bem chocante", relata.
A Vigilância Sanitária também fiscalizou outra unidade da mesma rede, no Centro, devido a outras denúncias relacionadas ao estabelecimento. Segundo a delegada, foram encontradas condições semelhantes.
Proprietária foi solta após audiência de custódia
A proprietária foi presa em flagrante por crime contra as relações de consumo, por vender produto impróprio para consumo.
Segundo Milena Cimiolli, uma das condições estabelecidas pelo Judiciário para a liberdade provisória é a adequação às exigências de higiene sanitária. Depois disso, a Vigilância Sanitária deverá fazer uma nova vistoria para verificar se o estabelecimento pode voltar a funcionar.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/l/c/lXdUxNSnmBh1ECd5mU1A/g1.png)
O que diz a defesa da proprietária
"NOTA À IMPRENSA
Na qualidade de advogados da proprietária do estabelecimento, informamos que ela já se encontra em liberdade e que os fatos relacionados à ocorrência estão sendo tratados com a máxima seriedade.
O estabelecimento mantém, há mais de 11 anos, os serviços da mesma empresa especializada em dedetização e controle de pragas, sem intercorrências anteriores. Os respectivos comprovantes e registros dos serviços realizados estão disponíveis. A loja conta, ainda, com responsáveis pela gestão operacional, limpeza e manutenção das condições de higiene.
Paralelamente aos esclarecimentos necessários perante as autoridades competentes, está sendo realizada uma auditoria interna rigorosa, destinada a examinar todas as circunstâncias do ocorrido, os procedimentos adotados e os controles existentes. Entre os pontos a serem apurados, está a eventual possibilidade de sabotagem por parte de algum funcionário insatisfeito, hipótese que será investigada de forma criteriosa, sem prejulgamentos ou conclusões antecipadas.
A principal preocupação é assegurar a qualidade dos produtos comercializados, a higiene, a segurança dos alimentos e, sobretudo, o bem-estar e a confiança dos clientes. Todas as medidas cabíveis serão adotadas para o completo esclarecimento dos fatos, bem como para identificar e corrigir eventuais falhas que venham a ser constatadas, preservando os padrões de qualidade e segurança que devem nortear a atividade.
Reafirmamos o compromisso com a transparência, a responsabilidade e a colaboração com a apuração, ressaltando que quaisquer conclusões deverão estar amparadas em elementos objetivos e devidamente verificados.
Hoiama Homem Pareta (OAB/RS 81.081) e Ivan Pareta Júnior (OAB/RS 93.974)
Advogados da proprietária da empresa"
VÍDEOS: Tudo sobre o RS


