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Quem é Alexander Zverev, segundo tenista mais velho a se tornar número 1 do mundo

30/10/2026

Quem é Alexander Zverev, segundo tenista mais velho a se tornar número 1 do mundo

Zverev avança às quartas em Viena e assume posto de número 1 do mundo da ATP

Ninguém pode mais ultrapassar o gigante alemão de 1,98m no ranking até o fim da temporada. Alexander "Sascha" Zverev garantiu a liderança da ATP ao avançar às quartas de final do ATP 500 de Viena. Com a classificação, o alemão igualou Jannik Sinner em pontos, mas ultrapassou o italiano pelo critério de desempate. Aos 29 anos, Zverev se tornou o segundo jogador mais velho da história a virar número 1 do mundo, só ficando atrás do australiano John Newcombe, que alcançou o ápice aos 30 em 1974.

- Estar no topo do mundo é muito especial. Hoje joguei uma partida muito boa e estou muito feliz com isso. Eu tive que esperar bastante, mas às vezes você tem que esperar pelas coisas boas da vida. 2026 tem sido incrível - vibrou o alemão.

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Alexander Zverev assume a liderança do ranking mundial de tênis

Conhecido como uma das grandes promessas do tênis na última década, Zverev será o segundo alemão da história a chegar ao número 1 do mundo. Ele segue o legado de Boris Becker, que alcançou o topo do ranking em 1991. No tênis feminino, a principal referência do país é Steffi Graf, dona de 22 títulos de Grand Slam. Em 1988, ela entrou para a história ao conquistar os quatro torneios do Grand Slam e a medalha de ouro olímpica na mesma temporada, feito inédito no esporte.

O topo do ranking chegou para Zverev em um ano de conquistas inéditas e de ausências importantes de seus rivais no cenário da temporada. Como Carlos Alcaraz e Jannik Sinner sofreram lesões graves em 2026 e ficaram fora de muitos torneios, o alemão assumiu o protagonismo e conquistou pela primeira vez na carreira dois Grand Slams. Mas, antes de levantar os troféus, o tenista de 29 anos já bateu muito na trave.

Alexander Zverev no Masters 1.000 de Xangai

REUTERS/Go Nakamura

Lesão contra Nadal e três vices em Grand Slams

Antes de conquistar seus maiores títulos da carreira nesta temporada, o alemão chegou perto algumas vezes. Foi derrotado nas decisões de Roland Garros em 2024 para Carlos Alcaraz, do US Open (2020) pelo austríaco Dominic Thiem e do Australian Open (2025) pelo italiano Jannik Sinner.

Em 2022, Zverev ainda teve a chance de se tornar o número 1 do mundo na época, mas, para isso, precisava vencer Nadal na semifinal do Grand Slam francês e levantar o troféu em Roland Garros. No jogo contra o espanhol, ele torceu o tornozelo no meio do segundo set e saiu de muletas da quadra principal.

Zverev machuca o pé em duelo com Nadal, em Roland Garros

Apesar das derrotas, Sascha se manteve firme em seu principal objetivo: vencer um Grand Slam na carreira. E o tenista não ganhou apenas um em 2026, mas dois.

Bicampeão de Grand Slam

O fantasma das finais de Grand Slam acompanhou Alexander Zverev por boa parte da carreira. Depois de três derrotas em decisões, o alemão não desistiu do objetivo de conquistar um dos principais títulos do tênis mundial. Neste ano, finalmente, conseguiu transformar a persistência em conquistas.

A primeira veio em Roland Garros. Com a ausência de Carlos Alcaraz, lesionado no pulso, e a eliminação precoce de Jannik Sinner, Zverev aproveitou a oportunidade e chegou à decisão. Diante do italiano Flavio Cobolli, conquistou seu primeiro título de Grand Slam e se emocionou em quadra.

Embalado pela conquista, o alemão voltou a disputar uma final de Grand Slam em Wimbledon, mas acabou derrotado por Jannik Sinner. No US Open, último torneio desse nível na temporada, Zverev deu a volta por cima ao superar o americano Ben Shelton e garantiu seu segundo título de Grand Slam no ano.

Zverev 3 x 1 Shelton | Melhores momentos | Final | US Open 2026

Família de tenistas e vida com diabetes

Alexander Zverev cresceu em uma família ligada ao tênis. Seu pai, Alexander, e sua mãe, Irina, foram jogadores profissionais e também atuaram como treinadores do filho. O irmão mais velho, Mischa, seguiu o mesmo caminho e também disputou o circuito da ATP. A família se mudou da Rússia para a Alemanha em 1991, quando Sascha ainda não havia nascido.

O alemão convive com um desafio desde a infância. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos quatro anos, Zverev precisa controlar a doença enquanto mantém a rotina de treinos e competições de alto rendimento. A condição exige atenção constante, inclusive durante partidas longas e fisicamente desgastantes.

Zverev convive com diabetes tipo 1 desde os 4 anos

Reuters/Geoff Burke

Um exemplo aconteceu na final do US Open. Durante uma pausa na partida, Zverev aplicou uma dose de insulina na perna esquerda para controlar a glicemia. A cena mostrou como o tenista precisa conciliar os cuidados com a saúde e as exigências do esporte profissional, mesmo em um dos momentos mais importantes da carreira.

Caso de violência doméstica arquivado

Apesar das conquistas dentro de quadra, Zverev também esteve envolvido em episódios controversos fora do tênis. Em 2024, um tribunal de Berlim arquivou o processo em que o alemão era acusado de violência doméstica pela ex-namorada Brenda Patea. Para encerrar o caso, o tenista concordou em pagar 200 mil euros (cerca de R$ 1,2 milhão), medida aceita também por Patea. O processo havia começado em 2023. O arquivamento não representou uma condenação nem uma declaração judicial de culpa.

De acordo com a acusação, Brenda, mãe da filha de Zverev, alegou que foi empurrada contra uma parede e asfixiada pelo tenista alemão em maio de 2020. As agressões teriam causado fortes dores e dificuldades para respirar.

Essa não foi a primeira acusação de violência doméstica contra Zverev. Olga Sharypova, outra ex-companheira do tenista, disse que sofreu abuso físico e emocional durante o relacionamento, entre 2018 e 2019. A ATP, entidade que rege as competições masculinas do tênis, chegou a investigar o caso, mas não tomou medidas devido a “evidências insuficientes para substanciar as alegações” de Sharypova.

Alexander Zverev na final de Roland Garros

REUTERS/Stephanie Lecocq

Logo após o título de Roland Garros, ele foi questionado pelo jornal francês L'Équipe sobre as acusações das duas ex-companheiras e se irritou.

- Em primeiro lugar, este não é o tipo de entrevista para isso. Em segundo, você sabe que as acusações foram provadas falsas? Fiz tudo o que podia e minha inocência foi demonstrada. Acho que deveríamos parar por aqui. É melhor assim - disse, saindo da entrevista.

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