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Policial que matou dupla e disse que confundiu macaco hidráulico com arma vai a júri, 11 anos depois

25/08/2026

Policial que matou dupla e disse que confundiu macaco hidráulico com arma vai a júri, 11 anos depois

O sargento da PM Carlos Fernando Dias Chaves vai a júri popular nesta terça-feira (25). Ele é acusado de matar 2 jovens na Pavuna, em 2015.

O policial alegou ter confundido um macaco hidráulico transportado pelas vítimas com uma arma. Tiago Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17, foram baleados pelas costas.

A morte dos jovens gerou revolta e protestos de moradores na época do crime. A Defensoria Pública do Rio representa a família de uma das vítimas.

O sargento da Polícia Militar Carlos Fernando Dias Chaves será julgado nesta terça-feira (25), quase 11 anos depois de ter matado a tiros dois jovens durante um patrulhamento na Pavuna, na Zona Norte do Rio. O julgamento será no 4º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio.

Carlos Fernando Dias Chaves, que integrava o 41º Batalhão da PM (Irajá) na época, responde pela morte de Tiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17. As duas vítimas estavam em uma motocicleta quando passaram pela viatura policial e foram baleadas, em outubro de 2015.

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Segundo o depoimento prestado pelo sargento à época, ele confundiu o macaco hidráulico que Jorge Lucas transportava com uma arma. Jorge estava na garupa da moto. Os dois jovens foram baleados pelas costas e morreram no local.

Relembre o caso

O caso aconteceu em 29 de outubro de 2015. Tiago e Jorge Lucas estavam em uma moto quando foram abordados durante o patrulhamento policial. O sargento Carlos Fernando Dias Chaves teria confundido um macaco hidráulico que Jorge carregava com uma arma e efetuou os disparos.

Após o ocorrido, o sargento se apresentou à Delegacia de Homicídios para prestar depoimento. A investigação da Polícia Civil posteriormente realizou uma reprodução simulada da ocorrência para tentar esclarecer a dinâmica das mortes. Peritos refizeram os trajetos percorridos pelos jovens e pelos policiais.

A morte dos dois provocou revolta entre moradores da região. No enterro de Tiago, policiais militares chegaram a ser hostilizados por pessoas que acompanhavam a cerimônia.

Em dezembro de 2015, a Polícia Civil fez a reconstituição do caso. Durante a reprodução simulada, houve disparos na região, e o Batalhão de Choque precisou dar apoio à operação.

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) atua como assistente de acusação no julgamento e representa a família de Tiago Guimarães Dingo.

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