Às vezes, é muito dificil escolher qual assunto eu vou trazer para vocês por aqui, ainda mais numa semana em que tivemos Gabriel Medina vencendo a etapa de Cloud 9 do Circuito Mundial da WSL com um tubo incrível e assumindo a vice-liderança do ranking.
Mas, com toda a licença, especialmente nesta sexta-feira, eu vou precisar puxar uma sardinha para a minha modalidade. A primeira medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude de Dakar-2026 veio de dentro da piscina. Ana Julia Amaral conquistou a medalha de bronze nos 100m borboleta e abriu os trabalhos do Brasil.
Depois de Ana Julia na natação, a brasileira Clarisse Vallim foi ouro na categoria até 78kg do judô e Duda Ribeiro conquistou a medalha de prata no skate. Considerando as quatro edições dos Jogos Olímpicos da Juventude já disputadas, esta foi a 35ª medalha do Brasil na história do evento - o país tem 11 ouros, 14 pratas e dez bronzes. O país tem também um bronze em Olimpíadas da Juventude de Inverno.
Ouro, prata e bronze é sempre incrível, mas tem um detalhe que deixa essa conquista ainda mais especial: ela é a primeira brasileira a conquistar uma medalha individual na natação na história dos Jogos. E não só em Olimpíadas da Juventude, mas em Jogos Olímpicos.
A performance histórica faz da Ana Julia uma atleta pioneira aos 17 anos de idade. Ela, portanto, se junta a nomes como Maria Lenk, Etienne Medeiros e Piedade Coutinho.
Vou além. O comparativo que é mais relevante aqui são com outros atletas brasileiros que já conquistaram medalha em Jogos da Juventude e repetiram performances do mesmo nível em Olimpíadas e campeonatos mundiais, como o Netinho (taekwondo), Hugo Calderano (tênis de mesa), Duda e Ana Patrícia (vôlei de praia).
Ana Julia saiu para brigar, disputou a prata até a chegada e fez a melhor marca dela no ano. Terminou com o bronze e saiu da água identificando o que poderia ter feito melhor na virada e na chegada. Conheço bem essa sensação.
Em um ano de tantas mudanças para ela, uma medalha olímpica vem para assegurar o caminho certo. Ana Julia trocou de clube no início do ano, saiu da casa dos pais, mudou de estado -- assim como eu fiz aos 17 anos para me tornar nadador profissional.
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Atleta do Minas Tênis Clube, a paulista, de 17 anos de idade, ainda disputará os 200m borboleta em Dakar - prova na qual foi medalhista de bronze nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, no Panamá, e os 50m borboleta.
Ana Julia, conte sempre com tio Bruno. Por aqui tem um aposentado felizão em ver você fazendo história!




