A derrota por 2 a 0 para o Grêmio, na noite desta quinta-feira, na Arena do Grêmio, voltou a colocar em pauta a disputa pela posição de goleiro no Athletico. Questionado mais uma vez sobre a possibilidade de mudanças, o técnico Odair Hellmann pediu cautela e evitou direcionar a responsabilidade pelos gols sofridos a um único jogador.
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Mycael assumiu a titularidade no lugar de Santos, que passou a ocupar o banco de reservas no decorrer da temporada. O jovem goleiro, porém, teve participação em lances que levantaram questionamentos sobre a possibilidade de uma nova alteração. Odair, por enquanto, prefere não individualizar os problemas e reforça a necessidade de dar confiança ao elenco.
— A gente tem que tomar um cuidado muito grande, não na análise, mas na parte profissional. Senão, a cada jogo, você troca um, dois, três. Não serve aquele, troca outro e outro. Estou falando de goleiro, zagueiro, lateral-direito e todo mundo. Vamos passar confiança para todos — afirmou.
O treinador também chamou atenção para outro problema recorrente do Athletico na competição: a defesa em bolas paradas. Com os dois gols sofridos diante do Grêmio, o Furacão chegou a 19 gols cedidos nesse tipo de jogada, pior marca entre as equipes do Campeonato Brasileiro.
O primeiro saiu em uma cobrança de falta de Marlon, de longa distância. A bola quicou à frente de Mycael e entrou direto. Depois, em escanteio pelo lado esquerdo, Balbuena levou a melhor sobre Aguirre pelo alto e completou para a rede.
Para Odair, a responsabilidade pelos lances não pode ser concentrada no goleiro. O comandante afirmou que cabe à comissão técnica encontrar soluções.
— Na bola parada não é só o goleiro, mas todos que participam dessa fase do jogo. O treinador tem que encontrar uma solução, seja trocando a marcação ou encontrando outra situação. A responsabilidade é de todo mundo — destacou.
Cinco jogos para buscar soluções
Odair voltou a pedir tranquilidade ao falar sobre possíveis alterações na equipe. Segundo o técnico, uma mudança pontual pode não resolver o problema e ainda aumentar a insegurança do grupo na reta final do Brasileirão.
O treinador afirmou que a comissão técnica vai estudar o desempenho da equipe e que eventuais decisões serão tomadas a partir de uma avaliação interna. Ele também ressaltou que, caso haja mudanças, elas não estarão necessariamente restritas ao gol.
— Sobre a substituição de um jogador ou outro, calma. Senão, vamos ficar trocando e não vamos encontrar uma solução. Isso vai gerar mais intranquilidade e falta de confiança. Faltam cinco jogos, estamos fazendo mais coisas boas na competição e vamos ter tranquilidade nas decisões que precisamos tomar — disse.
— Se, na avaliação interna, tiver que fazer alguma mudança, não será específica apenas no goleiro. Mas muita calma para não transferir a responsabilidade para um setor só. Vamos observar e estudar. Se tiver que fazer alguma mudança, vamos avaliar. Agora, temos que passar confiança nessa fase do jogo, porque qualquer bola parada gera intranquilidade, mesmo quando estamos jogando bem. E isso é ruim para o time — completou.
Com a derrota em Porto Alegre, o Athletico volta a atenção para a sequência final do Brasileirão. Com 54 pontos, o Furacão caiu para a quinta colocação. O time volta a campo na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), contra o Vasco, na Arena da Baixada.
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