Morreu nesta sexta-feira (6), em São Paulo, Nilton Travesso, um dos pioneiros da televisão brasileira. Ele dirigiu novelas, programas humorísticos, musicais e deixa um legado de mais de 70 anos de trabalho por trás das câmeras.
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Programas que marcaram a história da televisão têm a assinatura de Nilton Travesso. Nas décadas de 1960 e 1970, dirigiu os Festivais de Música Popular Brasileira. Foi um dos diretores da "Família Trapo", na TV Record. Veio para a Globo em 1974 para trabalhar no Fantástico. Um ano depois, produziu um dos primeiros videoclipes do Brasil. "América do Sul" tinha Ney Matogrosso fora do estúdio, no meio da floresta.
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Do desejo de ser cantor de ópera, ele fez espetáculos musicais. Nos anos 1980, ajudou a criar o "Som Brasil", o revolucionário "TV Mulher", "Roberto Carlos Especial" e o infantil "Balão Mágico". Também fez a direção executiva do "Chico Anysio Show".
Ele dizia que gostava de trabalhar escondido, atrás das câmeras. E para todos os cenários por onde passou, Nilton Travesso levou o talento e a capacidade de liderar equipes, sempre com um jeito muito particular, marcado pela paciência, generosidade e criatividade.
"Eu acho que eu não saberia fazer outra coisa, a não ser televisão. É fascinante", disse Nilton Travesso.
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