O eletricista Celso Fernandes resgatou seu carro parcialmente soterrado nesta quarta-feira, em Juiz de Fora. O veículo havia sido arrastado com a casa em fevereiro.
Durante mais de 8 meses, Celso usou o carro do filho emprestado. A rotina da família foi afetada, pois o veículo é fundamental para o cotidiano.
Celso se surpreendeu com o estado de conservação do automóvel. Ele planeja avaliar as condições mecânicas e os custos para tentar colocá-lo em funcionamento.
Mais de oito meses após perder a casa na tragédia causada pela chuva, que matou 66 pessoas em Juiz de Fora, o eletricista de manutenção Celso Fernandes conseguiu retirar o carro que permanecia parcialmente soterrado no Bairro Jardim Natal. O veículo havia sido arrastado pela força da terra junto com o imóvel durante as chuvas intensas de fevereiro.
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Celso disse ao g1 que aguardava esse momento desde a tragédia. Nesta quarta-feira, o veículo foi retirado pela Defesa Civil com o auxílio de máquinas. O carro estava em meio à terra e aos destroços causados pelo desastre, em uma área onde imóveis condenados estão sendo demolidos.
“Sempre que passava por aqui, ficava com aquela sensação ruim ao ver o carro pendurado e pensava: ‘Como vou fazer? Será que vou conseguir tirá-lo dali?’”
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Durante os mais de oito meses, ele precisou pegar o carro do filho emprestado para conseguir se deslocar. Segundo Celso, a rotina da família foi afetada, já que o veículo é fundamental para as atividades do dia a dia. Agora, com o carro novamente em mãos, a expectativa é conseguir recuperá-lo.
”Vamos ver se compensa consertar porque é um carro mais antigo, mas nem por isso não deixa de ser querido.”
Após ver o automóvel pela primeira vez desde fevereiro, Celso disse ter se surpreendido com o estado de conservação do carro.
“Eu pensava que ele ia sair em um estado bem pior. Talvez nem conseguisse sair de lá. A gente estava olhando o carro por dentro e viu que algumas pessoas entraram e acabaram levando algumas coisas. Mas isso não é um prejuízo tão grande perto do que poderia ter acontecido, como ele ter tombado, ficado todo amassado ou até dado perda total.”
Apesar dos danos causados pela chuva e pelo tempo em que o veículo permaneceu parcialmente soterrado, ele mantém a esperança de colocá-lo novamente em funcionamento.
“Acho que só de falar que a gente está vivo já é uma grande vitória. E agora, com o carro na mão, vamos tentar recuperar.”
A próxima etapa será avaliar as condições mecânicas do automóvel e os custos para colocá-lo novamente nas ruas.
“Vamos deixar o trabalho por conta dele (mecânico) agora. A preocupação agora é do mecânico e da funilaria. A minha já está mais ou menos resolvida aqui.”
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