A administração da Fifa irá propor um repasse total de US$ 25 milhões (cerca de R$ 125 milhões) a cada uma das 211 associações-membro da entidade nos próximos quatro anos. É um acréscimo de US$ 15 milhões que sairá da reserva financeira construída com os lucos da Copa do Mundo de 2026, a primeira com 48 seleções.
A proposta será apresentada no Conselho da Fifa, na quinta-feira, e deverá ser finalizada pelo mesmo órgão, em dezembro, para então ser levada a votação no Congresso da Fifa, em março do ano que vem.
A Fifa prevê um superávit de até US$ 5,6 bilhões (R$ 28 bilhões) no atual ciclo, de 2023 a 2026. O orçamento da entidade para o próximo quadriênio já dispõe de US$ 2,7 bilhões (R$ 13,5 bilhões) do programa Fifa Forward 4.0, com repasse previsto de US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) a cada federação.
O valor adicional, que soma US$ 3,65 bilhões (R$ 18 bilhões), permitirá ampliar o repasse em mais US$ 15 milhões (R$ 75 milhões).
O plano também inclui US$ 99 milhões (R$ 497 milhões) a cada confederação continental, US$ 8,25 milhões (R$ 41,5 milhões) a cada associação regional e mais US$ 1,1 milhão (R$ 5,5 milhões) a 100 associações-membro para despesas com viagens e equipamentos.
Outros R$ 240 milhões serão destinados para condições específicas com prioridades para financiar o desenvolvimento do futebol feminino e de base.
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A proposta surge meses depois do fracassado plano de criar uma empresa com capital privado para concentrar os direitos comerciais e esportivos de torneios da Fifa. O plano, segundo o presidente Gianni Infantino, permitiria maior investimento no esporte, mas duramente criticado até ser abandonado.
Uefa e Concacaf, que se uniram em oposição a Infantino, pediram que a Fifa distribuísse parte de suas reservas para que cada associação-membro tivesse acesso a pelo menos US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) a mais cada.
A proposta da Fifa, a ser apresentada na quinta, tende reforçar a posição de Infantino, que enfrentou forte pressão desde o fim da Copa do Mundo, mas manteve seus planos de se candidatar à reeleição na entidade.
O pleito está previsto para o próximo Congresso, em março do ano que vem. O bloco de oposição ainda não apresentou um nome para concorrer à cadeira de Infantino – o prazo se encerra em 18 de novembro.




