O Inter permanece na zona de rebaixamento, mas a mudança na equipe é visível. Anunciado há apenas três semanas, Eduardo Baptista implantou seu modelo de jogo, alterou o esquema, mudou peças e definiu uma base. O empate no Gre-Nal 455 teve algo que não ocorria há mais de dois meses: a repetição da escalação em duas partidas consecutivas.
🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google
+ O ge está no WhatsApp! Siga o canal ge Inter
Time conhecido
Eduardo Baptista apostou no esquema 3-4-2-1 e definiu o time com Anthoni; Bruno Gomes, Mercado e Juninho; Aguirre, Villagra, Thiago Maia e Bernabei; Vitinho e Alan Patrick; Alerrandro.
À exceção de Bruno Gomes, volante de origem, mas que já atuava como zagueiro com Paulo Pezzolano, o novo treinador acabou com as improvisações.
Bernabei, que atuava mais avançado com o uruguaio, voltou à lateral. Para minimizar as dificuldades defensivas do argentino, o treinador apostou em Thiago Maia como um dos volantes.
Vitinho, utilizado como lateral-direito, retornou ao ataque, próximo de Alerrandro. Deu certo: marcou dois gols nos dois jogos com Baptista.
Alerrandro, por sua vez, voltou a ter espaço. Ganhou respaldo, recuperou a titularidade e participou dos dois gols de Vitinho. No clássico, deu a assistência.
A ideia de jogo
O modelo também começa a ficar claro. O técnico aposta no ímpeto dos alas para atacar e procura povoar a área com mais jogadores em condições de finalizar.
Alan Patrick segura a bola para dar tempo de o Inter sair de trás. O capitão atrai a marcação e trabalha para levar o time à frente. Com uma lesão na coxa esquerda, o camisa 10 será desfalque contra o Mirassol. Baptista precisará encontrar o substituto.
O que mais chama atenção, porém, é a postura da equipe. Em determinados momentos, o Inter adianta a marcação, pressiona a saída de bola adversária e aproveita erros da defesa.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/0/J/Q05ZZYRva3zk1o9nOCpg/rfd-4088-850094c6be.jpg)
O gol de Alan Patrick contra o Corinthians e o de Vitinho no clássico saíram assim. Diante dos paulistas, Villagra desarmou Garro dentro da área e tocou para Bruno Henrique rolar para o camisa 10.
No Gre-Nal, Alerrandro roubou a bola de Villasanti, também em saída por baixo da defesa adversária, e passou para Vitinho marcar ao bater por cima de Weverton, que ainda não havia voltado ao gol.
– Fizemos 26 faltas, 17 no campo adversário. É uma equipe que busca roubar a bola do rival. Fizemos os três gols assim – explicou Eduardo.
Sem jogo durante a semana, o treinador aproveita para definir a escalação e estudar o Mirassol, adversário de sexta-feira, às 20h, no Maião. O Inter, caso vença o rival, deixa a zona de rebaixamento.
+ Assista: tudo sobre o Inter no ge e na TV

