Pequenas atitudes fazem diferença quando o assunto é sustentabilidade. Separar o lixo corretamente, reaproveitar materiais, reduzir o consumo de energia, trocar a matriz elétrica e apoiar projetos que geram impacto positivo nas comunidades são escolhas que ajudam a construir um futuro mais consciente e próspero. Com atuação em Mato Grosso e no Pará, a cooperativa Sicredi Ouro Verde MT/PA reforça esse compromisso ao aproximar associados, colaboradores e parceiros de iniciativas que unem o cooperativismo, desenvolvimento regional e o cuidado com o meio ambiente.
A cooperativa mantém projetos voltados ao uso consciente de recursos, à gestão correta de resíduos e ao apoio a iniciativas com impacto positivo nas comunidades. Uma dessas frentes é o Sustenta Sicredi, programa conectado ao conceito Lixo Zero. A iniciativa organiza a separação e a destinação dos resíduos gerados pela cooperativa, com o objetivo de reduzir o volume de materiais enviados a aterros e ampliar o reaproveitamento.
Em 2025, a cooperativa recebeu o Prêmio Lixo Zero, na categoria Serviços, concedido pelo Instituto Lixo Zero Brasil, e a certificação Lixo Zero Azul. O reconhecimento mostra que a gestão de resíduos vem sendo incorporada de forma contínua à rotina da cooperativa, com práticas que reduzem impactos ambientais e reforçam o cuidado com as comunidades onde atua.
Dentro do Sustenta Sicredi, a cooperativa também desenvolve uma ação voltada ao reaproveitamento de resíduos têxteis. A iniciativa permite que colaboradores encaminhem peças inutilizáveis de uniformes, que são destinadas a uma associação de costureiras e transformadas em novos produtos, contribuindo para a geração de renda.
Para Victor Luiz Uchoa, assessor de Cooperativismo e Sustentabilidade da Sicredi Ouro Verde MT/PA, dar visibilidade a essas práticas também ajuda a incentivar outras iniciativas nas comunidades. “Quando a cooperativa mostra o que já faz na rotina, ela também inspira associados, empresas e a sociedade a fazerem parte dessa corrente. Sustentabilidade é um tema importante para o futuro do nosso território, e liderar pelo exemplo fortalece esse movimento”, afirmou.
Outra frente de destaque é a economia verde. Atualmente, a Sicredi Ouro Verde MT/PA possui mais de R$ 2,2 bilhões em carteira de crédito destinada a operações com impacto positivo econômico, social e ambiental. Em março de 2025, esse volume era de aproximadamente R$ 800 milhões, o que mostra o avanço da cooperativa na oferta de soluções financeiras ligadas ao desenvolvimento sustentável.
O crescimento acompanha um movimento nacional do Sicredi, que encerrou 2025 com R$ 98,2 bilhões em carteira de crédito classificada como economia verde. No caso da Sicredi Ouro Verde MT/PA, os recursos contemplam diferentes perfis de associados, como produtores rurais familiares, mulheres empreendedoras, associados do agronegócio e operações voltadas a práticas mais sustentáveis. “Quando a cooperativa concede crédito, ela contribui para diferentes grupos, desde o produtor rural familiar até mulheres empreendedoras, associados do agro e operações com práticas sustentáveis. É um indicador importante de sustentabilidade e tivemos um grande avanço nos últimos meses”, destaca Victor.
Outras iniciativas
O compromisso com a sustentabilidade também aparece em outras frentes do Sicredi. Na área de atuação da Central Sicredi Centro Norte, que abrange Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, as cooperativas reduziram em 14% as emissões de gases de efeito estufa em suas operações em 2025, mesmo em um ano de expansão. O dado integra o Inventário Sistêmico de Emissões do Sicredi e reforça a busca da instituição por uma atuação mais eficiente e com menor impacto ambiental.
Em nível nacional, outro dado interessante é que o Sicredi encerrou 2025 com R$ 98,2 bilhões em saldo de carteira de crédito classificada como economia verde, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. O desempenho integra o Relatório de Sustentabilidade 2025, divulgado em abril, e consolida os avanços da instituição financeira cooperativa nos pilares Ambiental, Social e de Governança (ESG).
Os financiamentos voltados ao agronegócio somam R$ 43,1 bilhões, o equivalente a 44% da carteira verde da instituição. Desse total, R$ 20,8 bilhões estão vinculados à Produção Rural Familiar (Pronaf); R$ 10,4 bilhões, à agricultura de baixo carbono; R$ 6,9 bilhões, a mulheres produtoras rurais; e R$ 4,9 bilhões, a boas práticas agrícolas, como rotação de culturas e uso eficiente da água.
“Temos consciência da importância do nosso negócio, que une desenvolvimento econômico e social com o menor impacto ambiental possível, cujos resultados refletem na cooperativa e na sociedade. Quanto mais gente envolvida, maior será o impacto dessas iniciativas. Porque queremos o desenvolvimento sustentável de nossas operações, em todas as camadas, seja internamente, com colaboradores e associados, seja para a comunidade”, resume o presidente da cooperativa, Eledir Pedro Techio.



