A China identificou neste domingo (30) a origem de 261 estrangeiros desaparecidos no Tibete após um deslizamento. O total de mortos na região chegou a 16.
Entre os desaparecidos estão 104 nepaleses, 49 indianos, 33 letões, 18 americanos e 15 britânicos. As autoridades já notificaram as missões diplomáticas.
Do lado do Nepal, a gestão de desastres registrou pelo menos 734 mortos, 2.498 desaparecidos e 7.514 resgatados após o colapso de uma geleira.
A China enviou mais de 2.100 socorristas e 220 milhões de yuans para apoio. O país também fornece ajuda emergencial e dados ao Nepal.
A China informou neste domingo que 261 estrangeiros de 23 países estão desaparecidos no lado tibetano da fronteira com o Nepal, após um deslizamento de terra que devastou a região do Himalaia, enquanto o número de mortos no Tibete chegou a 16 pessoas.
Autoridades da Região Autônoma do Tibete, na China, disseram em uma coletiva de imprensa que o maior número de estrangeiros desaparecidos era do Nepal, com 104 pessoas, enquanto 49 cidadãos indianos, 33 letões, 18 americanos e 15 britânicos também estavam desaparecidos. Acrescentaram que as autoridades em Pequim notificaram as missões diplomáticas estrangeiras.
A separação por nacionalidade foi a primeira do lado chinês desde o colapso de uma geleira na quarta-feira, que desencadeou uma torrente de gelo, rochas, lama e detritos nos rios do Himalaia.
As autoridades informaram que 16 pessoas morreram no condado de Gyirong até a noite de sábado e que 546 estavam desaparecidas.
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No Nepal, a autoridade de gestão de desastres informou que pelo menos 734 pessoas morreram em seu lado da fronteira, 2.498 estão desaparecidas e 7.514 foram resgatadas.
A polícia local informou à Reuters que moradores e equipes de resgate se deslocaram para terrenos mais altos depois que o nível da água no rio Trishuli, nas proximidades, subiu nas últimas horas, ressaltando o risco de novas inundações, mesmo com a continuidade dos trabalhos de resgate.
China relaciona desastre ao aquecimento global
O desastre foi "causado pela instabilidade das geleiras sob os efeitos a longo prazo do aquecimento global", informou a emissora estatal chinesa CCTV no domingo, afirmando ser uma "característica nova e proeminente dos desastres na criosfera" no planalto tibetano.
A CCTV informou, citando as conclusões de cientistas chineses, que o deslizamento de lama vindo do lado nepalês levou de seis a sete minutos para atingir a passagem de fronteira de Gyirong.
Imagens de câmeras de vigilância da travessia mostraram torrentes de água e destroços engolindo prédios enquanto pessoas tentavam fugir.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse ao seu homólogo nepalês em um telefonema no sábado que o deslizamento de terra foi o "desastre transfronteiriço mais grave" ocorrido entre os dois países nos últimos anos e que as operações de resgate apresentaram dificuldades e complexidades sem precedentes, informou a CCTV.
A China mobilizou mais de 2.100 socorristas e destinou pelo menos 220 milhões de yuans (US$ 32,7 milhões) para apoiar os esforços de socorro. O país também está fornecendo ajuda financeira emergencial, suprimentos para desastres, dados de satélite e hidrológicos, além de especialistas em resgate em túneis ao Nepal, informou a emissora estatal.
Os países estão trabalhando juntos para identificar cidadãos e estrangeiros desaparecidos, além de fortalecer a cooperação na prevenção e mitigação de desastres e na resposta às mudanças climáticas, informou a CCTV.
A Cruz Vermelha estimou que mais de 90.000 pessoas provavelmente foram afetadas pelo desastre.


