O técnico Rogério Ceni só pôde comemorar a vitória do Bahia sobre o Mirassol, neste domingo, no apagar das luzes. O Tricolor venceu o jogo da 30ª rodada do Brasileirão com gol de Luciano Juba, de pênalti, por 1 a 0, mas contou com penalidade desperdiçada por Reinaldo nos acréscimos para garantir o resultado e voltar ao G-5 (está em quinto lugar com 49 pontos) [assista aos melhores momentos no vídeo acima].
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Em entrevista depois do jogo, o treinador detalhou dois pontos que poderiam ter custado caro ao Tricolor, o primeiro deles as chances de gols desperdiçadas na segunda etapa.
- Não acho que seja preciosismo. A gente tem dificuldade em fazer gols. A bola do Alejo, ele tinha que chutar, ele estava cansado, fica mais difícil escolher a melhor execução. Não acho que seja preciosismo, já admitimos em outras entrevistas essa dificuldade em fazer os gols. São ajustes, tomadas de decisões que precisam ser ajustadas. São jogadores que não têm como principal a finalização.
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Rogério Ceni também reclamou do início de segundo tempo ruim de sua equipe, que voltou para campo em baixa rotação e quase cede o empate ao Mirassol.
"Foi uma merda. Não sei o que dizer, era o mesmo time, mas baixamos a concentração, já aconteceu em outros jogos. Foi o pior momento do nosso jogo".
Ceni agora vai preparar o Bahia de olho no Flamengo. O Tricolor entra em campo às 18h30 (de Brasília) deste domingo, na Arena Fonte Nova, pela 31ª rodada.
- A gente conta com a presença da torcida, com o apoio. Tenho certeza que a Fonte Nova vai estar lotada no próximo jogo. Vai ser difícil, mas com o apoio do torcedor os jogadores estarão mais motivados - disse Ceni.
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Veja outras respostas de Ceni
Jogo com postura mais competitiva- Desde que mudamos a formação, mudamos também a característica. Sem o Everton e o Caio nunca vamos ter a característica de posse de bola como antes, mas ficamos com um time mais físico. Everton hoje entrou muito bem, mudamos um pouco o sistema de marcação, fechamos uma linha de cinco para ele não precisar ficar por dentro. Quando ele entra a gente volta em linha de cinco para ele precisar cobrir menos metros. Mas o time compete bastante, faltou fazer o segundo gol. Futebol é muito dinâmico. A gente se lamenta pelo ponto perdido contra o Athletico, e hoje ganhamos o jogo em um lance muito parecido.
Marco Moreno- Foi bem, teve calma para jogar, teve como característica a construção, faz bons passes. Acho que ele é melhor no centro ou na direita, pela preferência da perna. Talvez se tivesse usado ele contra o Palmeiras, a avaliação seria diferente, era um jogo mais complicado, que exigia mais. Mas acho que ele foi bem no jogo, cumpriu bem o papel dele. Ele foi até melhor no jogo do que nos treinos.
Marcos Victor na direita - É uma posição aberta, está em disputa. O Marcos Victor cansou um pouco, a gente estava sofrendo muita pressão por causa do nosso início péssimo no segundo tempo. Aí faço a troca para ter mais energia. Naquele momento a gente precisava defender um pouco mais e Roman daria mais energia ao time.
Armação das jogadas. Juba pode ser meia?- Nosso assessor de imprensa gosta de lateral dobrado, me pede para fazer isso todo jogo. Não tenho essa intenção. Juba chegou até a seleção brasileira jogando como lateral, não tenho a pretensão de usar os dois juntos (Juba e Zé Guilherme). O Juba não é camisa dez. Nestor é mais camisa dez que Juba. Everton é camisa dez. Juba é quem mais me permite movimentar o jogo. Ele tem talento, mas não é um cara que joga de costas o tempo todo.
Mental para os próximos jogos- Entre os empates e a derrota foram vários triunfos. Não sei qual o ciclo exatamente você quer saber, a gente se importa em jogar bem, conseguir os resultados e colocar o Bahia na melhor posição possível. Seria fantástico uma vaga direta na Libertadores. Acho que nos próximos anos podemos crescer cada vez mais.
Caio ou Acevedo contra o Flamengo - Fomos menos intensos contra Athletico e Palmeiras, mas nos jogos em casa somos mais intensos. Vamos ter todos à disposição para domingo, vamos trabalhar, temos que ver como vão estar Acevedo e Caio. Acho um jogo muito difícil, mas é possível. O jogo mais pesado do campeonato, mas se a gente se dedicar ao máximo, fazer tudo ao seu limite, caprichar mais nas finalizações. Tivemos o azar de pegar Palmeiras e Flamengo quase seguidos.
Recuperação de Everton Ribeiro - O Everton treina normalmente, não vejo ele com uma idade avançada, vejo ele cada vez mais inteligente para jogar. Ele passou por alguns problemas que caiu na parte física, mas vejo ele tendo mais oportunidades, mais minutos. É um jogador experiente, com uma queda de parte física pelo que ele passou, mas vem se recuperando e treinando com a gente. A gente baixa qualidade sem ele, mas ganha intensidade.



