A Câmara de Anhembi (SP) cassou o mandato do prefeito Jairo de Góis nesta sexta-feira (6). O vice-prefeito Tom Macedo tomou posse.
A cassação ocorreu após investigação de fraude na contratação de manutenção de um ônibus no valor de R$ 58.950,00. O Legislativo também apontou omissão de respostas.
Um laudo pericial constatou que o veículo recebeu apenas reparos pontuais. A comissão identificou ainda inversão cronológica na contratação com a oficina.
Jairo de Góis disse antes da sessão que estava tranquilo e defendeu as entregas de sua gestão.
A Câmara Municipal de Anhembi (SP) cassou por seis votos a três, o mandato do prefeito Jairo de Góis (Republicanos) durante sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira (6), com duração de oito horas. O vice-prefeito, Everton Daura Macedo, conhecido como Tom Macedo (Republicanos) tomou posse nesta mesma sessão.
O julgamento é resultado da Comissão Processante (CP) instaurada para investigar irregularidades e suspeita de fraude na contratação de manutenção mecânica de um veículo da frota pública, orçada em quase R$ 59 mil, além de omissão de respostas aos pedidos de fiscalização do Legislativo.
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A votação foi autorizada após sentença proferida pelo juiz Lucas Gomes Henriques de Araújo, da 1ª Vara da Comarca de Conchas (SP), em mandado de segurança. O magistrado extinguiu os efeitos da liminar concedida à defesa do agora ex-prefeito em julho, julgou válidos os atos da comissão e fixou prazo de cinco dias para que os parlamentares definissem o caso no plenário.
A denúncia teve início em abril de 2026, protocolada por uma moradora. A acusação apontou que o município empenhou R$ 58.950,00 para uma suposta retífica completa no motor de um ônibus do Departamento de Educação.
Contudo, relatórios documentais iniciais indicavam a placa de uma ambulância com motor fundido. Além disso, a prefeitura foi acusada de descumprir prazos legais ao deixar de enviar informações solicitadas pela Câmara por meio de requerimentos oficiais.
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Laudo pericial e falhas na licitação
Durante as investigações conduzidas pelo presidente da comissão, Ivan Franco Monteiro (União), e pelo relator, Daniel Zacharias Zago (MDB), a apuração concentrou-se no ônibus escolar.
Um laudo pericial oficial constatou que o motor não passou pelo serviço completo faturado por dispensa de licitação: foram identificados apenas reparos pontuais em peças, enquanto pistões e blocos mantinham características originais de fábrica.
A auditoria da comissão também indicou inversão cronológica na contratação com a oficina, com abertura de demanda, empenho e parecer jurídico datados de maio de 2025, antes da realização das cotações de preços de mercado.
O que diz o prefeito?
Questionado sobre as acusações, Jairo de Góis declarou na noite desta quinta-feira (5), antes da votação da CP, que mantinha a tranquilidade e defendeu as entregas de sua administração municipal:
"Eu estou tranquilo, que o meu compromisso é com a população. A população de Anhembi sabe o que nós adquirimos no começo do governo e sabe que a gente vem conseguindo conduzir tudo da melhor maneira possível, trazendo muitos resultados positivos até aqui. E cabe agora aos nossos nobres vereadores analisar todo o trabalho feito. Melhoramos 75% do nosso departamento de saúde, adquirimos vários veículos com recurso próprio pagamos milhões de dívida adquirida da gestão passada. E que, com 1 ano e 7 meses podemos firmar que saímos de uma situação de calamidade e já estamos caminhando pra uma Situação confortável, pra por em Prática Vários Projetos."
A reportagem entrou em contato com a defesa de Jairo, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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