O Remo empatou em 0 a 0 com o Vasco neste sábado, dia 10, em São Januário, e ampliou seu jejum para 12 jogos sem vencer na temporada. Embora o objetivo principal fosse quebrar a sequência negativa, o time azulino acabou segurando a pressão do adversário, embalado por três vitórias seguidas. O resultado, contudo, é insuficiente para dar fôlego ao Leão Azul na luta contra o rebaixamento na Série A.
📲Clique aqui para seguir o canal do ge PA no WhatsApp
Se há algo de positivo para se destacar, o duelo no Rio de Janeiro foi o primeiro em que o time azulino não sofreu gols desde o seu último triunfo na temporada, a vitória contra o Vitória, no fim de julho, pela 20ª rodada do Brasileirão.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/o/y/Z8ULuJRFi4Apx6QY6D8g/dur-1974.jpg)
Mudanças em dose tripla
Em relação ao jogo anterior, contra o Grêmio, o técnico Thiago Carpini promoveu três alterações, todas do meio para frente. As entradas dos volantes Zé Welison e Patrick, além do atacante Eduardo Melo (titular após oito meses), ocuparam as vagas de Picco, Vitor Bueno e Galeano (este último, suspenso).
Veja o time titular do Remo
Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Zé Ivaldo e Marlon Matheus; Zé Welison, Patrick e Zé Ricardo; Pikachu, Taliari e Eduardo Melo.
Com um meio de campo mais preenchido, o Remo tratou de segurar o ímpeto do Vasco, que vinha embalado por três vitórias seguidas no Brasileirão. A estratégia funcionou. O goleiro Marcelo Rangel foi exigido com mais perigo em duas oportunidades: uma delas aos 32 minutos, em chute do atacante David dentro da grande área, defendido em dois tempos.
Aos 41, foi a vez de o lateral-esquerdo Lucas Piton aparecer livre na área e chutar em cima de Rangel. O goleiro espalmou e contou com a sorte para que o rebote da defesa saísse da zona de perigo. Dono da posse de bola (56% a 44%), o time da casa comandou as principais ações do primeiro tempo.
Organizado defensivamente, o Leão Azul pouco produziu no ataque. A única tentativa na direção do gol foi uma cabeçada fraca do atacante Eduardo Melo, defendida sem problemas por Léo Jardim. O camisa 39 brigou bastante até ser substituído no segundo tempo, mas encontrou muitas dificuldades para levar vantagem nas poucas vezes em que foi acionado na etapa inicial.
Distribuição tática
Sem a bola, o Remo se comportava no esquema 4-5-1. A equipe manteve a linha defensiva do jogo anterior, com os volantes Zé Welison e Patrick na proteção, auxiliados por Zé Ricardo, por vezes o mais adiantado dos meias, com a função de transitar entre a defesa e o ataque. Pelos lados, Pikachu atuou aberto pela direita, enquanto o atacante Taliari fez o balanço defensivo pelo corredor esquerdo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/C/c/ra8oHoRLmJV1bcYXMh4w/valendo.jpg)
O Remo manteve a proposta defensiva no segundo tempo e sofreu alguns sustos, como na finalização do meia Lescano na grande área, travada por Patrick. O time azulino chegou a incomodar em cabeçadas de Eduardo Melo e Gabriel Taliari, aos 15 e 16 minutos, respectivamente, mas logo voltou a focar as atenções na marcação.
Mudanças de peças, panorama mantido
Aos poucos, Thiago Carpini mexeu na equipe. Entre as trocas, o lateral-esquerdo Mayk entrou na vaga de Marlon Matheus, voltando a atuar após dois meses. O meia David Braga, autor do gol contra o Grêmio, substituiu o lateral-direito Marcelinho, recuando Pikachu para a ala.
Aos 25 minutos, o atacante Spinelli desperdiçou uma boa oportunidade ao ganhar a disputa de cabeça entre os defensores, mas mandou para fora. Depois desse lance, novas mexidas no Remo: o volante Picco e o atacante Jajá entraram nas vagas de Zé Ricardo e Eduardo Melo para renovar o fôlego do time.
O Remo equilibrou as ações na reta final, somando seis finalizações contra oito dos donos da casa, incluindo uma cobrança de falta de longe de Zé Welison, que exigiu grande defesa de Léo Jardim. O placar de 0 a 0 foi garantido graças a outra intervenção crucial de Marcelo Rangel, em finalização de Andrés Gomes aos 47 minutos. Na sequência, o goleiro levou o terceiro cartão amarelo por cera e desfalcará a equipe na próxima rodada, contra o Bragantino, em Belém.
Empate confirmado, sem razão para comemorar
Mesmo considerando a melhora defensiva, ao ficar apenas a quarta partida sem sofrer gols nesta Série A, o resultado ficou abaixo das necessidades do Remo. O time reduziu para sete pontos a distância para o primeiro clube fora do Z-4, mas pode ver a diferença aumentar até o fim da rodada. Os azulinos agora precisam "secar" concorrentes diretos como Grêmio, Internacional, Corinthians e Mirassol.
No próximo domingo, 18, o Remo recebe o Bragantino no Estádio Mangueirão, às 19h30. A equipe não pode cogitar um novo tropeço se quiser manter vivo o sonho de permanecer na elite do futebol brasileiro.


