O Gre-Nal 455 foi o clássico da ambiguidade para o Internacional. O empate em 1 a 1 na Arena teve gosto de oportunidade perdida. Pela superioridade no primeiro tempo, o time deixou escapar dois pontos que poderiam tirá-lo da zona de rebaixamento e aumentar a pressão sobre o rival. Ao mesmo tempo, a partida reforçou sinais positivos da equipe de Eduardo Baptista.
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Pela situação na tabela e pelo fato de jogar na casa do rival, o empate era visto internamente como um resultado satisfatório, apesar do claro discurso de buscar a vitória. Pelo desempenho em campo, porém, o Inter deixou a impressão de que poderia ter conquistado os três pontos.
Baptista repetiu a escalação que venceu o Corinthians. Bruno Gomes, Mercado e Juninho formaram a defesa. Alan Patrick atuou como principal articulador, enquanto Vitinho e Alerrandro comandaram o ataque.
O desenrolar do clássico, como esperado, refletiu o peso da luta contra a queda. O resultado manteve as duas equipes nas posições que iniciaram a rodada. O Grêmio é 18º colocado, agora com 31 pontos, um a menos que o Inter, 17º, atrás do Corinthians por ter uma vitória a menos.
A pressão influenciou as decisões e deixou o clássico mais travado e cauteloso. Ainda assim, o Inter encontrou espaços para construir as melhores chances do primeiro tempo. Porém, voltou a esbarrar em problemas recorrentes na temporada, como a dificuldade para transformar volume em eficiência. Foram 14 finalizações, mas apenas quatro no alvo.
Vitinho foi um dos exemplos. Antes de marcar um belo gol, teve oportunidades seguidas, ambas sem perigo. Juninho também esteve perto de abrir o placar aos 28, mas viu a bola passar a centímetros da meta.
O gol colorado nasceu justamente de uma característica que a equipe tenta recuperar. O Inter foi atento e oportunista para aproveitar um erro adversário, quando Weverton tentou acelerar a saída de bola com Villasanti, mas Alerrandro fez o desarme. Na sequência, Vitinho percebeu o goleiro fora da área e acertou um chute por cobertura.
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Se o ataque mostrou maior capacidade para pressionar e aproveitar falhas do rival, a defesa voltou a apresentar outro velho problema. O empate gremista surgiu em bola parada, além da falha de Anthoni.
O segundo tempo também foi marcado por circunstâncias que afetaram o desempenho colorado. Alan Patrick deixou o campo com dores na coxa. Thiago Maia saiu devido a câimbras. Sem seus principais sustentadores do meio-campo, o Inter perdeu capacidade de retenção da bola e passou a ser mais pressionado.
As substituições dos dois lados deixaram a partida mais caótica nos minutos finais. Os erros se multiplicaram e impediram a criação de novas oportunidades claras de gol.
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O resultado não foi o ideal. O Inter perdeu a chance de deixar a zona de rebaixamento e encaminhar um golpe mais duro ao rival. Ainda assim, o saldo dos dois últimos jogos é positivo. A equipe somou quatro pontos em seis disputados e começa a apresentar uma identidade mais clara sob o comando de Eduardo Baptista.
Ainda há problemas antigos a corrigir. Mas, em um momento de pressão máxima na tabela, o Inter ao menos mostra sinais de evolução. E isso pode ser tão importante quanto o ponto conquistado na Arena.
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