O Grêmio rifou o jogo contra o Flamengo. Com os titulares, perder já seria o resultado mais provável. Com o misto frio utilizado por Renato, a derrota por 3 a 1 veio acompanhada de um baile carioca, em especial no primeiro tempo. No segundo, o adversário tirou o pé e evitou resultado mais elástico.
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A estratégia de Renato começou a ser desenhada na vitória sobre o Athletico, na Arena. Na ocasião, o treinador pediu para Weverton e Carlos Vinicius levarem o terceiro cartão amarelo. Portanto, os dois melhores do time ficaram de fora do duelo com o líder. O foco não estava no Maracanã, mas sim nos próximos jogos, a partir do Bahia, no dia 18.
O Grêmio iniciou com Marcos Rocha entre os titulares. O lateral-direito não começava um jogo desde maio. Além disso, na ponta-esquerda estava Caio Paulista, improvisado. No meio-campo, Dodi. Contratado em julho para ser o camisa 10, Krovinovic não teve lugar nem no reservão de Renato. Quando entrou na etapa final, nada acrescentou.
O Tricolor vinha em crescente com três vitórias seguidas, mas voltou a sucumbir, jogador por jogador. Do goleiro ao ponta-esquerda, ninguém se salvou. Tetê, que ganhou chance como titular depois de oito partidas, fez valer o dito popular: de onde menos se espera, daí é que não sai nada.
Diante de uma etapa inicial desastrosa, Renato colocou três titulares no intervalo para evitar um sacode maior, nas palavras do próprio treinador. Amuzu entrou e fez um golaço de falta para descontar. A noite foi tão ruim que o atacante não pôde nem comemorar um gol que talvez nunca mais repetirá na carreira.
Embora justificado, em tese, pelo cansaço do elenco gremista e pelo nível do Flamengo, o planejamento levou o Grêmio de cara ao poste. Em novembro de 2026, o clube gaúcho considera o Flamengo um adversário imbatível e levou esse pensamento para dentro de campo.
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Atormentado estava, talvez, com o trauma do primeiro turno, quando também entrou na roda, em derrota por 1 a 0 que poderia ter sido por mais, com os titulares, Luís Castro no comando e em plena Arena.
Se não tinha como ser diferente, se a derrota já estava sacramentada antes mesmo de a bola rolar, aceite-se a realidade. Mas a resposta terá que vir no sábado. Renato precisará garantir que a sapatada desta quarta não vai abalar o segundo jogo da semifinal da Copa do Brasil e, principalmente, no restante da luta contra o rebaixamento.
A classificação para a final da Copa, com vaga para a Libertadores, é sedutora, mas o título da temporada é a permanência na Série A.
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