Livia Borges, de 14 anos, recuperou os movimentos após um mês de paralisia por uma síndrome rara. Ela comemorou dançando com a mãe em um hospital.
O registro ocorreu no dia 5 de setembro no Hospital da Criança Santo Antônio. A jovem tratava a Síndrome de Guillain-Barré, que afeta o sistema nervoso periférico.
Livia teve alta no dia 8 de setembro e retornou para Bagé. Ela já retomou as aulas e os ensaios de dança no CTG Sentinela da Fronteira.
A neuropsicóloga Lidiane Klein gravou a dança da janela de seu consultório. Ela publicou o vídeo nas redes sociais e depois conheceu a história da família.
Passado um mês de um vídeo que emocionou o Brasil, a família guarda com carinho as imagens de mãe e filha dançando em um hospital de Porto Alegre (RS). No momento em que foram flagradas, elas comemoravam que a adolescente, diagnosticada com uma síndrome rara, havia recuperado os movimentos após ficar um mês sem andar.
O vídeo, do dia 5 de setembro, mostra Elisiane Marques Lopez e Livia Borges, de 14 anos, dançando através da janela do Hospital da Criança Santo Antônio, na Santa Casa da capital. A cena viralizou nas redes sociais.
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🏥 Livia tratava a Síndrome de Guillain-Barré, condição neurológica rara e grave em que o sistema imunológico ataca o sistema nervoso periférico. A doença pode provocar fraqueza muscular, formigamento, dormência e, nos casos mais graves, paralisia.
A mãe diz que elas não faziam ideia de que estavam sendo filmadas.
"Com certeza a gente não tinha noção, mas o que mais impacta a gente é ouvir pessoas que estão vivenciando algum momento delicado da sua vida, alguma fragilidade, principalmente por doença, e que aquilo ali serve de inspiração."
Elas dançavam a "rancheira", ritmo tradicional gaúcho. "A gente tinha dançado outras músicas ali naquele mesmo espaço e também dentro do quarto. Aquela janela ali foi onde eu e o pai dela, meu esposo, fomos ali pra chorar, pela angústia. Também era a janela que a gente olhava pra rua, porque fazia muito tempo que ela tava internada", relata a mãe.
Quanto à repercussão, ela conta que recebeu muitas mensagens emocionantes sobre o vídeo.
"Algumas pessoas relatam que faz repensar sobre a vida. Porque às vezes coisas tão simples como ter a liberdade de andar e voltar. Ter um momento de reflexão sobre as nossas vidas. Às vezes a gente reclama e tem tudo", conta.
Segundo a mãe, Lívia teve alta no dia 8 de setembro e já retomou todas as suas atividades habituais em Bagé, onde a família mora. Ela retornou à escola e também aos ensaios de dança no CTG Sentinela da Fronteira. Ela dançou durante a Semana Farroupilha, no final de setembro, e fez apresentações.
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Elisiane destaca o orgulho que tem da menina, que é sua única filha: "Ela foi muito corajosa. Eu tenho muita admiração pela minha filha. Já tinha pela pessoa dela e mais agora por tudo que ela enfrentou."
A mãe comparou a recuperação dos movimentos da filha aos primeiros passos de uma criança.
"Para nós, foi como se ela estivesse dando os primeiros passos e ainda mais cultivando as tradições", afirmou.
Gravação foi feita em frente ao hospital
A gravação foi feita pela neuropsicóloga Lidiane Klein, que estava em um consultório em frente ao hospital. Ela aguardava o próximo paciente quando viu duas pessoas dançando do outro lado da rua.
"Eu achava que estava registrando simplesmente uma menina dançando. Depois compreendi que aquela dança representava muito mais: representava a possibilidade de voltar a dançar", conclui.
Lidiane não conhecia mãe e filha nem sabia o contexto da cena. A neuropsicóloga decidiu registrar a dança e publicou o vídeo nas redes sociais. Somente depois da repercussão entrou em contato com a família e conheceu a história da adolescente.
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