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Museu Goeldi e Embrapa organizam mutirões em Belém para mapear biodiversidade via iNaturalist

Líbélula encontrada no Parque Zoobotânico aponta para possibilidades de mapeamento da fauna e da flora presentes nas bases urbanas do Museu. Woltaire Masaki/...

Museu Goeldi e Embrapa organizam mutirões em Belém para mapear biodiversidade via iNaturalist
Museu Goeldi e Embrapa organizam mutirões em Belém para mapear biodiversidade via iNaturalist (Foto: Reprodução)

Líbélula encontrada no Parque Zoobotânico aponta para possibilidades de mapeamento da fauna e da flora presentes nas bases urbanas do Museu. Woltaire Masaki/MPEG O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Embrapa Amazônia Oriental promovem em Belém uma série de ações da Semana Nacional da Biodiversidade que transformam celulares em ferramentas científicas. Entre sexta (22) e domingo (24), participantes podem integrar mutirões de monitoramento participativo em três locais: Campus de Pesquisa do Goeldi, Parque Zoobotânico do MPEG e Capoeira do Black (na Embrapa). Os participantes vão registrar espécies no aplicativo iNaturalist para compor bases de dados usadas por pesquisadores no mundo inteiro. As atividades fazem parte da Aliança pelo Monitoramento Participativo da Biodiversidade Brasileira (AmpBio) e incluem uma palestra, trilhas guiadas e expedições voltadas tanto a pesquisadores quanto ao público geral. O objetivo é documentar fauna, flora e fungos de fragmentos urbanos, demonstrando como espaços verdes dentro da cidade abrigam comunidades ricas muitas vezes invisíveis na rotina. O que acontece em cada ação Museu Goeldi — Campus de Pesquisa (sexta, 22, 10h): mutirão direcionado à pós-graduação e à comunidade acadêmica do MPEG. Antes da saída a campo, a pesquisadora Lis Stegmann, doutora em Ecologia, fará palestra sobre ciência cidadã e a importância do engajamento público na conservação. Embrapa — Capoeira do Black (sábado, 23, 9h às 12h): três expedições guiadas à floresta urbana em regeneração, com saídas às 9h, 10h e 11h; vagas gratuitas e limitadas mediante inscrição. Trilhas leves (50 minutos cada), recomendadas para todas as idades; uso de calça e sapato fechado é sugerido. Museu Goeldi — Parque Zoobotânico (domingo, 24, 9h): mutirão aberto ao público com ingresso simbólico de R$ 3, que garante acesso a todo o Parque e às atividades programadas. Como contribuir com ciência Os participantes usam o iNaturalist (Android e iOS) para fotografar organismos. A plataforma aplica inteligência artificial para sugerir identificações com base na imagem e na localização geográfica. Usuários confirmam ou escolhem a sugestão; especialistas recebem alertas para revisar e, após validação, os registros alimentam o Global Biodiversity Information Facility (GBIF ), base internacional disponível a cientistas e gestores. Segundo Lis Stegmann (MPEG), o método, conhecido como crowdsourcing, permite gerar dados robustos sobre distribuição de espécies, que auxiliam pesquisas sobre conservação, mudanças no uso do solo e biogeografia. A pesquisadora destaca ainda o potencial pedagógico. “Mesmo quem é especialista em um grupo acaba descobrindo novas espécies ao olhar com atenção; isso pode despertar vocações científicas”. Capoeira do Black Para o mutirão da Embrapa, é preciso se inscrever em um formulário on-line. As vagas são limitadas. A Capoeira do Black, fragmento florestal sob recuperação com cerca de 8,5 hectares na sede da Embrapa, possui mais de 1.000 árvores e arbustos registrados, distribuídos em 260 espécies e 54 famílias botânicas. Pesquisas locais também documentaram uma diversidade significativa de insetos, aves e pequenos vertebrados, fazendo do local um laboratório vivo para compreensão da regeneração e da conservação urbana. Orientações Levar celular com iNaturalist instalado; preferir bateria carregada e trazer power bank se possível. Usar roupas confortáveis, calça e sapato fechado; levar água e protetor/repelente. Respeitar normas dos espaços: não coletar ou manipular espécimes sem autorização. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará